segunda-feira, 21 de abril de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

USE SEU CÉREBRO!!!

sábado, 15 de março de 2014

PALESTRA DO PROERD NA ESCOLA PARA 9º ANO

No dia 04 de setembro de 2013, tivemos, na escola Dr. Pádua Costa, uma visita muito especial: O sargento Dilson, a cabo Rosa e o cabo Martins , que vieram, a convite da profª Tatiane Vidal, conversar com os alunos do 9º ano.
Na exposição, eles falaram sobre o papel da Polícia Militar do Pará e seus vários projetos, dentre os quais temos o PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência).
Foram apresentados vídeos para sensibilizar os alunos sobre essa questão. O evento foi bastante produtivo e esperamos ter outras oportunidades de receber o PROERD em nossa escola!



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

2011 chegou com muita música!

O Ano Novo sempre traz espectativas de mudança. Dizemos que vamos aprender algo novo, afinal se fugimos das abdominais das academia de ginástica, pelo menos devemos fazer abdominais intelectuais. Curso disso, curso daquilo e depois verificamos que o tempo não permite: trabalho, família, "problemas que tem família grande" (Leminski). Muitos projetos não saem do campo da imaginação. Mas que seria de nós sem imaginar "o que poderia ser" e sem buscar a aproximação, no mínimo, um toque, um cheiro do que seria ideal?
Uma boa idéia é aperfeiçoar o que já se sabe ou praticar algo que foi perdido em algum passado que trouxe prazer. Tocar é espantosamente prazeroso, por isso voltei a tocar violão. A música tem um poder incrível de dar brilho aos momentos. Fiquei muito tempo me dedicando a ser uma boa ouvinte, mas preciso sentir essa pulsação, de novo, que me salva do mero acordar e fazer o que tem que ser feito. Música é essencial porque faz pensar e faz sentir!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Valorize cada instante da sua vida!

Já dizia Mário Faustino "O tempo, na verdade, tem domínio". Logo, temos que fazer sempre o melhor de cada momento. No cenário musical, temos a Pitty, que por meio de seu hard rock e de suas letras instigantes, nos faz pensar, sentir o mundo com mais poeticidade. "Semana que vem" nos remete à fugacidade das coisas, que de tão velozes que são, passam e nem sentimos. O que deixamos escapar: não volta. Só vale, daqui pra frente, aproveitar o dia, o minuto, o segundo, Carpe Diem! "Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar. Não deixe nada pra semana que vem, semana que vem: pode nem chegar!". Veja o clip no you tube!

domingo, 29 de agosto de 2010

A história de uma gata




Nunca gostei de gatos. Pensava que eles eram uns tremendos aproveitadores, bonachões, interesseiros, que só queriam de nós, humanos, um lugar quente pra morar, comida e carinhos. Aristocráticos e indiferentes, os gatos escolhem seus donos e não se deixam adestrar. Tudo isso não passava de preconceito e falta de convívio com os felinos. Até aí, jamais imaginei criar esse tipo de criatura.



Porém, para além dos preconceitos, estão as circunstâncias que a vida nos apresenta. No dia 22 de janeiro de 2010, era quase meio-dia, um meio-dia diferente. Formava-se no céu uma tempestade e a ventania era tão forte que atrapalhava o caminhar. Ouvi um som estranho vindo da rua, parecia choro de bebê. Fiquei intrigada com aquilo. Fui ver o que era e quando abri o portão de casa, eis que surge uma pequena criatura, molhada, chorona, feia, negra, magra. Ao me ver, aquele ser pequenino correu em minha direção, como quem diz: “me ajuda, isto é o fim do mundo”. Já chovia forte, ventania, trovões, peguei a bichana, coloquei-a em meus braços e levei pra dentro de casa. E agora? O que fazer? Vou enxugá-la e dar comida... mas é pequena, deve beber leite. Preparei um leite e ela bebeu tudo. Estava tão fatigada, que logo dormiu. Minha filha adorou. Meu marido reclamou. Mas ela foi ficando e conquistou a todos. É a gata mais cachorra que já vi: alegre, brincalhona, companheira e dengosa. Seu nome é Ságua, apelidos... são tantos! Dizem que se mede o amor pela quantidade de apelidos que o casal chama um ao outro. Acho que isso também vale para os bichinhos de estimação. Chaninho, gatuta, porcaria da rua, erlang (demônio em mongol), pois era muito feia, quando chegou. Ságua engordou, ficou bonita e os gatos das redondezas já estão de olho. Às vezes, ela some, passeia pela rua, mas sempre volta. Uma vez se perdeu, quando ainda era pequena, e sumiu por três dias, até anúncio na rádio da cidade fizemos. Ela é preta, tem mancha branca no pescoço, no peito e na região pélvica. Digo que ela usa biquíni e colar. Aprendi a cuidar dela e amá-la. A lição disso tudo: não se deve excluir, sem conhecer. Afinal, ganhei uma companheira afetuosa e muito fiel. Sei que não posso tirar todos os gatinhos abandonados da rua, mas quando tirei a Ságua daquele abandono, mudei o destino dela e não perdi nada com isso, só ganhei. Quando a acolhi, promovi um toque em toda a espécie felina com um simples gesto de humanidade. Pra ela fez toda diferença e, pode ter certeza, pra mim também.



Tatiane Vidal





domingo, 4 de julho de 2010

Girândolas, um livro de Daniel Leite: é ler para sentir!

Há um saber que os dicionários guardam. Girândolas: “círculos ou travessões onde são colocados fogos de artifício que, depois de acesos, sobem e estouram ao mesmo tempo”. Esse é um saber, um olhar. Entretanto não foi sobre essas Girândolas que uma história veio à luz. Para os nossos olhos e para a ternura de um mundo, Girândolas são aquelas cruzes de braço duplo nas quais os artesãos de Abaetetuba fincam o universo belíssimo dos brinquedos de miriti. Girândolas que vemos suspensas e andantes pelo mar de gente durante a época do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Para contar essa história foi preciso andar pela “rua do rio” das nossas vidas, que vai-e-vem de Belém até Abaetetuba. Uma Abaeté iluminada por sua gente, por suas várias lutas, muito trabalho e sempre esperança; uma Belém das Mangueiras que se entrelaçam no céu e se escrevem túnel à guisa de um telhado verde de águas, uma Belém erguida pelas pessoas e por seus sonhos.
Para contar essa história foi preciso reescrever o verbo Amar dos amores que não se cumprem, mas que nos fazem viver. Tobias e Maria. Ele, fazedor de brinquedos de miriti. Ela, benzedeira, que sabe dos segredos das formigas de chuva. Para contar essa história foi preciso olhar para o rio. Ouvir as águas, as suas gentes. Viver uma preamar. Em algum instante, em algum lugar, estava escrito: ser o rio é ir ao encontro.
Daniel Leite
“O que há pregado nas girândolas de miriti são vidas dos artesãos que desejam ser reconhecidos pelo outro, sob a forma do amor. Creio que cada brinquedo de miriti é um querer ser para o outro, e através do outro. Eu, que nasci em Abaetetuba, sei disso. E Daniel Leite, também. Uma forma de amor que não se revela pelo dizer, mas pelo ser. Pelo sentir, como em Maria e Tobias. O amor, esse emaranhar-se nos fios indizíveis de uma prisão libertadora, que não se verbaliza. Mas faz viver.”
João de Jesus Paes Loureiro
“O autor escreveu outra história dentro de sua história. Uma história de vida – pesada como os tijolos de olaria e leve como os brinquedos de miriti nas mãos das crianças. O leitor que ainda não visitou a mauritiosa cidade, ao virar das páginas deste Girândolas, vai sentir vontade de banhar-se naqueles rios. Já o leitor que alguma vez deitou-se nas águas do Maratauíra sentirá úmidas saudades. Agora, aquele que nasceu e cresceu em uma das pequenas ilhas sem nome de Abaetetuba, ao ler este livro, vai embarcar solidário na canoa das dores de Tobias. Vai pedir aos deuses que olhem por Maria.”
Paulo Vieira