Há um saber que os dicionários guardam. Girândolas: “círculos ou travessões onde são colocados fogos de artifício que, depois de acesos, sobem e estouram ao mesmo tempo”. Esse é um saber, um olhar. Entretanto não foi sobre essas Girândolas que uma história veio à luz. Para os nossos olhos e para a ternura de um mundo, Girândolas são aquelas cruzes de braço duplo nas quais os artesãos de Abaetetuba fincam o universo belíssimo dos brinquedos de miriti. Girândolas que vemos suspensas e andantes pelo mar de gente durante a época do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Para contar essa história foi preciso andar pela “rua do rio” das nossas vidas, que vai-e-vem de Belém até Abaetetuba. Uma Abaeté iluminada por sua gente, por suas várias lutas, muito trabalho e sempre esperança; uma Belém das Mangueiras que se entrelaçam no céu e se escrevem túnel à guisa de um telhado verde de águas, uma Belém erguida pelas pessoas e por seus sonhos.
Para contar essa história foi preciso reescrever o verbo Amar dos amores que não se cumprem, mas que nos fazem viver. Tobias e Maria. Ele, fazedor de brinquedos de miriti. Ela, benzedeira, que sabe dos segredos das formigas de chuva. Para contar essa história foi preciso olhar para o rio. Ouvir as águas, as suas gentes. Viver uma preamar. Em algum instante, em algum lugar, estava escrito: ser o rio é ir ao encontro.
Daniel Leite
“O que há pregado nas girândolas de miriti são vidas dos artesãos que desejam ser reconhecidos pelo outro, sob a forma do amor. Creio que cada brinquedo de miriti é um querer ser para o outro, e através do outro. Eu, que nasci em Abaetetuba, sei disso. E Daniel Leite, também. Uma forma de amor que não se revela pelo dizer, mas pelo ser. Pelo sentir, como em Maria e Tobias. O amor, esse emaranhar-se nos fios indizíveis de uma prisão libertadora, que não se verbaliza. Mas faz viver.”
João de Jesus Paes Loureiro
“O autor escreveu outra história dentro de sua história. Uma história de vida – pesada como os tijolos de olaria e leve como os brinquedos de miriti nas mãos das crianças. O leitor que ainda não visitou a mauritiosa cidade, ao virar das páginas deste Girândolas, vai sentir vontade de banhar-se naqueles rios. Já o leitor que alguma vez deitou-se nas águas do Maratauíra sentirá úmidas saudades. Agora, aquele que nasceu e cresceu em uma das pequenas ilhas sem nome de Abaetetuba, ao ler este livro, vai embarcar solidário na canoa das dores de Tobias. Vai pedir aos deuses que olhem por Maria.”
Paulo Vieira
Para contar essa história foi preciso andar pela “rua do rio” das nossas vidas, que vai-e-vem de Belém até Abaetetuba. Uma Abaeté iluminada por sua gente, por suas várias lutas, muito trabalho e sempre esperança; uma Belém das Mangueiras que se entrelaçam no céu e se escrevem túnel à guisa de um telhado verde de águas, uma Belém erguida pelas pessoas e por seus sonhos.
Para contar essa história foi preciso reescrever o verbo Amar dos amores que não se cumprem, mas que nos fazem viver. Tobias e Maria. Ele, fazedor de brinquedos de miriti. Ela, benzedeira, que sabe dos segredos das formigas de chuva. Para contar essa história foi preciso olhar para o rio. Ouvir as águas, as suas gentes. Viver uma preamar. Em algum instante, em algum lugar, estava escrito: ser o rio é ir ao encontro.
Daniel Leite
“O que há pregado nas girândolas de miriti são vidas dos artesãos que desejam ser reconhecidos pelo outro, sob a forma do amor. Creio que cada brinquedo de miriti é um querer ser para o outro, e através do outro. Eu, que nasci em Abaetetuba, sei disso. E Daniel Leite, também. Uma forma de amor que não se revela pelo dizer, mas pelo ser. Pelo sentir, como em Maria e Tobias. O amor, esse emaranhar-se nos fios indizíveis de uma prisão libertadora, que não se verbaliza. Mas faz viver.”
João de Jesus Paes Loureiro
“O autor escreveu outra história dentro de sua história. Uma história de vida – pesada como os tijolos de olaria e leve como os brinquedos de miriti nas mãos das crianças. O leitor que ainda não visitou a mauritiosa cidade, ao virar das páginas deste Girândolas, vai sentir vontade de banhar-se naqueles rios. Já o leitor que alguma vez deitou-se nas águas do Maratauíra sentirá úmidas saudades. Agora, aquele que nasceu e cresceu em uma das pequenas ilhas sem nome de Abaetetuba, ao ler este livro, vai embarcar solidário na canoa das dores de Tobias. Vai pedir aos deuses que olhem por Maria.”
Paulo Vieira
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